- Nº 1927 (2010/11/4)

<i>Grupo TAP</i>

Trabalhadores

Aderir à greve geral contra a precariedade foi o apelo feito, a 26 de Outubro, pela Comissão de Trabalhadores da Groundforce, aos trabalhadores contratados a prazo nesta empresa do Grupo TAP. Salientando que a precariedade na empresa aumentou, nos últimos dois anos, de 300 para quase 900 trabalhadores, o representante da Comissão de Trabalhadores, Fernando Henriques considerou, à saída de uma reunião com os grupos parlamentares, na Assembleia da República, «inaceitável», a forma como a empresa tem sido gerida. Através do aumento de contratados a prazo, a empresa tem reduzido os preços praticados, originando uma situação de dumping que tem destruído a qualidade do serviço prestado pela Groundforce, comprometendo a segurança e degradando a imagem da empresa, considerou o membro da CT.

Na Sociedade Portuguesa de Handling «é imperativo que os trabalhadores participem em massa» na greve geral, considerou, num comunicado de 29 de Outubro, a Comissão de Trabalhadores da SPdH, onde resume como os trabalhadores têm sido discriminados, tanto ao nível das remunerações e prémios, como das condições e contratos de trabalho, quando comparados com os praticados aos trabalhadores do Grupo TAP, não esquecendo as medidas gerais, anunciadas pelo Governo, que penalizarão todos os trabalhadores portugueses. O apelo à participação «em massa» naquela luta foi também endereçado aos trabalhadores da Kelly, ADECCO, Omniteam e Air Pass.

 

Privatizar não!

 

Contra a privatização da TAP pronunciou-se, dia 27, o Sindicato dos Trabalhadores de Aviação e Aeroportos, na reunião dos sindicatos com o administrador do Grupo, Fernando Pinto. «Não é aceitável que o Estado continue na senda da alienação, a qualquer preço, de empresas estruturantes da economia nacional», considerou o SITAVA/CGTP-IN, num comunicado emitido após a reunião.